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As casas de apostas internacionais e o jogo responsável

Uma das maiores preocupações de quem analisa o setor de apostas pela internet é em relação ao suposto potencial viciante deste tipo de atividade. Psicólogos, assistentes sociais e pais receiam que, em especial os mais jovens, percam o controle e sucumbam no fascinante mundo dos jogos pela internet, com sua imensa variedade e possibilidades aparentemente ilimitadas de ganhos. Mas, de fato, haveria motivos para tais receios?

A presença dos chamados bookmakers no Brasil aumentou bastante. O volume de apostas pela internet aumentou cerca de 360% nos últimos cinco anos, desde que o Congresso Nacional legalizou a atividade no País. Pelo menos R$ 10 bilhões em lances pela rede mundial surgiram de alguns poucos toques em aparelhos celulares dados por jogadores tupiniquins

Já há no Senado um projeto que obrigaria as casas do segmento a avisarem aos recém-inscritos apostadores dos potenciais riscos de se viciarem. Entretanto, esta preocupação, se aprovado, não traria nenhuma novidade para muitas das maiores empresas do planeta.

Na bet365, por exemplo, bookmaker inglês que com 20 anos de atuação mundial e mais de 20 milhões de clientes, trabalha-se com o chamado “Jogo Responsável”, no qual os usuários são aconselhados a não abusarem em seus lances pela internet e sempre que um determinado valor diário de apostas é ultrapassado a pessoa recebe uma notificação.

Para evitar que jovens ainda sem maturidade sejam prejudicados, casas como a própria bet365 e outros dos gigantes do segmento proíbem que menores de 18 anos abram uma conta. O cadastramento pode ser feito no próprio site da operadora, mas antes que o candidato a cliente seja aceito a casa solicita algumas informações pessoais básicas comprováveis. Depois de receber tais dados, o bookmaker ainda checará o que lhe foi fornecido e só então aprovará o novo usuário.

As principais empresas costumam ter licenciamento em mais de um país, destacando a lisura de suas operações e a qualidade dos procedimentos. Para receber um certificado do gênero em locais como o Reino Unido, Malta ou Barbados, por exemplo, o bookmaker tem de comprovar que a tecnologia utilizada é eficiente, que as apostas bem-sucedidas são devidamente pagas aos usuários e que não há menores de idade participando dos eventos.

Outra recomendação das empresas internacionais é que pelo menos um parente próximo do jogador esteja ciente de todos os seus passos no ambiente virtual, para que haja um controle mais próximo em relação ao que está sendo apostado.

O entendimento é que de fato existe a possibilidade de algumas pessoas perderem a razão e abusarem em seus lances. Entretanto, os bookmakers mais respeitados costumam agir como parceiros dos jogadores e de seus familiares para que tudo não passe de uma diversão de bom gosto e potencialmente lucrativa.

Os jogadores mais veteranos costumam aconselhar os novatos a não encararem o segmento de casas de apostas como sua principal fonte de renda e a não começarem suas operações com lances de alto valor em somente um evento (partidas, provas, corridas, etc). O ideal é jogar pouco e em mais de uma das possibilidades oferecidas pela empresa, que chegam a centenas diariamente em pelo menos 30 modalidades esportivas.

 No Brasil já há jogadores que chegam a ganhar mais de R$ 15 mil mensais em apostas pela internet. Nenhum deles, com certeza, foi com “muita cedo ao pote” no início e nem realizou lances de altos valores. Ter uma estratégia definida e bom conhecimento da modalidade na qual se apostará são boas práticas para quem quer ter sucesso usando os aplicativos de casas de apostas.

 Enfim, há de fato de se ter cuidado e agir com calma, bom senso e autocontrole para apostar pela internet, mas a atividade deve ser encarada como diversão e, quando possível, algum dinheiro extra poderá entrar na conta. Nada de loucuras e muitas casas de apostas colaboram para que ninguém saia do sério na rede mundial.

Mais: spfc.net

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