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Corinthians e Botafogo têm as maiores parcerias com casas de apostas

Em pouco menos de cinco anos as casas de apostas praticamente invadiram o mundo dos esportes no Brasil e já estão entre as principais patrocinadoras dos grandes clubes do País, tanto na elite quanto em divisões inferiores. As logomarcas dos chamados bookmakers parecem onipresentes nos uniformes esportivos, placas de publicidade em estádios e propagandas nos intervalos das partidas dos esporte mais popular do mundo.

Nada menos que 19 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão já contam com acordos com tais empresas. A exceção é o Cuiabá, mas o time de Mato Grosso já teve uma “bet” como parceira e no momento estaria em negociação para usar a logo de outro bookmaker em seu uniforme principal.

Desde que a atividade foi oficialmente legalizada, em dezembro de 2018, o setor cresceu incríveis 360% no Brasil, País que muito visado por gigantes do setor como a própria líder mundial, a britânica bet365, e outras empresas de ponta.

Entre os motivos para tanto crescimento estaria, é claro, a imensa população, a paixão pelos esportes, em especial o futebol, e o grande número de celulares nas mãos da pessoas. Atualmente, mais de 90% de todos os lances em casas de apostas no mundo ocorrem por meio de telefonia móvel e o Brasil está entre as nações com mais equipamentos do gênero em todo o planeta.

Para apostar por um smartphone, por exemplo, não existe muita dificuldade, basta baixar gratuitamente o aplicativo do bookmaker de sua preferência e com poucos toques na tela já se pode abrir uma conta, desde que se tenha no mínimo 18 anos e idade.

O Corinthians é o clube brasileiro com parceria de maior valor com uma casa de apostas, cerca de R$ 35 milhões. Logo em seguida vem o atual líder do Brasileirão, com R$ 27,5 milhões em patrocínio de um bookmaker. O São Paulo, recém-proclamado campeão da Copa do Brasil, tem um acordo no valor de R$ 27 milhões.

Vários outras agremiações estão incluídas no bolo das casas de apostas, que trazem milhões para o futebol brasileiro, fundamentais para alguns clubes que já há alguns anos passam por problemas financeiros e ainda não mudaram o modelo de gestão para se tornarem SAFs.

Na Série B o Ceará também já tem um acordo com bookmaker para estampar a marca em sua camisa oficial. Trata-se de apenas mais um exemplo de que tais parcerias não têm beneficiado somente os times da elite do Brasileirão. Mesmo na Série C o América (RN), um dos grandes do futebol em Natal, já firmou parceria com uma empresa do segmento.

Além da bet365, acima citada como a líder mundial no trading de bookmakers, pelo menos 200 casas de apostas nacionais e internacionais disputam palmo a palmo o mercado brasileiro. O Governo Federal tem estruturado uma legislação para regulamentar o setor em nosso País e taxar as ações destas casas.

Apesar de reconhecer a necessidade de regras claras e transparentes e considerar a regulamentação como algo que dará mais credibilidade aos operadores e atrairá mais clientes, os empresários do setor apenas temem que a sanha do Poder Público, com uma taxação muito alta, prejudique os negócios e retire do esporte brasileiro a fonte de recursos que tem obtido com estas parcerias.

A intenção do governo é cobrar uma licença de R$ 30 milhões para que as empresas possam operar no País, valor considerado muito alto pelos bookmakers. Além disso, haveria uma alíquota de 18% sobre as atividades. O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estima que serão arrecadados R$ 12 bilhões com a taxação das apostas esportivas online. A proposta do Governo já passou pela Câmara dos Deputados e seguiu para apreciação do Senado. Espera-se apenas que, com a regulamentação, os clubes brasileiros não percam sua nova “galinha dos ovos de ouro” em termos de patrocínio.

mais: portaldopalmeirense.com.br

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